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Abojeris participa de ato público em defesa da Justiça do Trabalho

  • Publicado em: 21 de Janeiro de 2019

Na tarde desta segunda-feira (21/01), a diretoria da Abojeris participou do ato público em defesa da Justiça do Trabalho e do Ministério do Trabalho, em frente ao Fórum Trabalhista, em Porto Alegre. Essa atividade foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal e do Trabalho (Sintrajufe/RS) e das entidades que compõem o Fórum de Relações Institucionais do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4). Diversos sindicatos e centrais sindicais de trabalhadores públicos e privados estavam presentes.

O ato aconteceu devido à recente declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL), de que a sua equipe estaria estudando acabar com a Justiça do Trabalho. Além de atacar a Justiça do Trabalho, Bolsonaro também tem levado a crer que os brasileiros devem optar por direitos ou emprego, por isso também afirmou querer “aprofundar” a reforma trabalhista de Michel Temer, aprovada em 2017. Na época, alegavam que a reforma geraria milhões de empregos, mas o resultado foi apenas maior precarização das relações de trabalho. 

O Presidente também acredita que a solução para momentos de crise econômica é fragilizar ainda mais os direitos dos trabalhadores e as instituições responsáveis por garantir esses direitos, como o Ministério do Trabalho, a Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o governo, a culpa é dos trabalhadores, que possuem direitos em excesso. A ideia do governo de extinguir a Justiça do Trabalho consiste em grave violação à cláusula da independência dos poderes da República e ao sistema republicano de freios e contrapesos. Também representa claro retrocesso social, que interessa somente a quem sonega impostos e promove fraude nas relações de trabalho.

Neste momento, nossa mobilização torna-se indispensável para reforçarmos o papel civilizatório que a Justiça do Trabalho representa ao mediar as relações entre capital e trabalho há mais de setenta anos no Brasil, sobretudo para proteger a parte mais fragilizada em momentos de crise: os trabalhadores.