Cortes nas aposentadorias e impactos sobre os servidores públicos fazem parte do plano de Flávio Bolsonaro
Imagem: Arquivo Abojeris
Um plano econômico associado à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro prevê mudanças nas regras de reajuste das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), com o objetivo de gerar uma economia estimada em R$ 1,1 trilhão ao longo de dez anos. Conforme reportagem da Fundação Perseu Abramo, a proposta pretende desvincular esses benefícios dos aumentos reais do salário mínimo, limitando sua correção à reposição da inflação medida pelo INPC.
Segundo os dados citados na reportagem, cerca de 28 milhões de segurados do INSS recebem o equivalente a um salário mínimo, enquanto todos os beneficiários do BPC têm seus pagamentos vinculados ao piso nacional. Economistas ouvidos pela publicação alertam que a mudança pode provocar perda contínua de poder de compra para aposentados, idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, além de afetar o comércio e a arrecadação de municípios que dependem da circulação desses recursos.
O debate também interessa aos servidores públicos, especialmente aos aposentados e àqueles que dependem de políticas previdenciárias para garantir segurança financeira após anos de trabalho. Mudanças nas regras de proteção social podem comprometer a renda das famílias, ampliar desigualdades e enfraquecer mecanismos fundamentais de garantia de direitos. O tema reforça a importância de acompanhar propostas econômicas e seus possíveis efeitos sobre os trabalhadores e o serviço público.
A Abojeris defende que o equilíbrio das contas públicas não pode ser buscado à custa da perda de direitos e da redução da renda de quem trabalhou durante décadas. Para a entidade, a valorização das aposentadorias, a preservação da proteção previdenciária e a garantia de condições dignas aos servidores ativos e aposentados são fundamentais para a justiça social.




