Presidente da CUT convoca mobilização da Classe Trabalhadora em Brasília
Imagem: Dino Santos
O presidente da CUT, Sérgio Nobre, organizou uma marcha no dia 15 de abril, com o objetivo de ocupar as ruas para lutar por empregos dignos, direitos, redução da jornada, fim da escala 6×1, combate à pejotização e a valorização das negociações coletivas. A mobilização será precedida de plenária da CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora), que aprovará a pauta com as prioridades para o período de 2026 a 2030.
Posteriormente o documento será entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a ministros, à Câmara dos Deputados e ao Senado. A concentração e a Conferência acontecerão a partir das 8h, e o início da marcha rumo à Esplanada dos Ministérios será às 10h30.
A Pauta da Classe Trabalhadora é um documento elaborado de forma unitária pelas centrais sindicais. Resultado da CONCLAT realizada em abril de 2022, a pauta é atualizada todos os anos, com as reivindicações e proposições prioritárias para o período. Este ano, a pauta tem 68 itens, entre eles estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o fim da escala 6×1; valorização e fortalecimento da negociação coletiva; direito de negociação para servidores; regulamentação do trabalho por aplicativos; combate à pejotização irrestrita; e enfrentamento ao feminicídio.
Em 2022, a pauta aprovada na CONCLAT apontou 63 diretrizes relativas ao mundo do trabalho, das quais muitas foram encaminhadas pelo governo federal, como: a política de valorização do salário mínimo; a política de igualdade salarial entre mulheres e homens; a retomada e ampliação do Bolsa Família; a recuperação da participação sindical nos espaços institucionais; a política de combate à fome e à pobreza; a correção da tabela do Imposto de Renda; a reforma tributária (isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil); medidas para reduzir o endividamento das famílias e o custo do crédito por meio do consignado; política de desenvolvimento produtivo e industrial; crédito às pequenas empresas; proposta de regulação da proteção dos trabalhadores e trabalhadoras mediados por aplicativos, entre outras.
A avaliação é de que cerca de 70% dessa pauta foi implementada pelo governo desde 2022 ou foi encaminhada e está em tramitação ou deliberação no Congresso Nacional.
Sergio Nobre destacou que a marcha também se manifestará contra a guerra e todos os desastres que ela causa não somente aos países envolvidos, mas a todo o mundo. A expectativa, de acordo com Renato Zulato, secretário-geral nacional da CUT, é de uma grande mobilização. A mobilização também integra a jornada nacional de lutas e se articula com as atividades do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. Com informações de CUT.
Para a Abojeris, essas mobilizações são fundamentais para fortalecer a reivindicação de diretrizes relacionadas ao mundo do trabalho. A entidade defende que a participação ativa nesses atos amplia a visibilidade das demandas da classe trabalhadora e espera que a mobilização resulte em benefícios efetivos, tanto no reconhecimento das reivindicações quanto na construção de medidas que garantam melhores condições de trabalho, valorização profissional e ampliação de direitos.




