Mobilização organizada pela CUT denúncia aumento de casos de feminicídios no país

Imagem: Roberto Parizotti/CUT

O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da sua série histórica. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram contabilizados 470 casos ao longo do ano, superando os 464 registros de 2024, que até então representavam o pico de casos. A violência contra a mulher é uma das bandeiras de luta da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada nesta quarta-feira (15), em Brasília. 

Esse tipo de violência tem origem em múltiplos fatores, como culturais, financeiros e sociais, mas é importante destacar que nenhum deles justifica qualquer forma de agressão à mulher, seja ela física ou psicológica. Em geral, práticas como misoginia, dependência econômica, ciúme, e sentimento de posse estão entre os gatilhos que antecedem os feminicídios. Por isso, é preciso que toda e qualquer campanha contra a violência tenha como alvo o agressor, o homem. Com informações de CUT.

Em conformidade com a mobilização em Brasília, a Abojeris reforça a importância de a categoria contribuir com a divulgação da campanha “Por uma justiça que chegue a tempo”. A iniciativa busca reduzir o intervalo entre a decisão judicial e a efetiva proteção das vítimas, evitando que a violência ocorra nesse período crítico.

No Rio Grande do Sul, o aumento dos feminicídios em 2026 evidencia falhas no cumprimento de medidas protetivas, decorrentes de informações incorretas, problemas de comunicação e demora no atendimento policial, fatores que, em alguns casos, já resultaram em mortes. Diante desse cenário, a Corregedoria-Geral da Justiça instituiu um Grupo de Trabalho para elaborar um protocolo e um fluxo padronizado para o cumprimento dessas medidas por Oficiais de Justiça.

Para a Abojeris, o enfrentamento aos feminicídios exige ação coordenada e imediata entre todos os agentes públicos que compõem a rede de proteção às vítimas. A entidade também ressalta que a mobilização e atividades, como esta organizada pela CUT, são fundamentais para ampliar a conscientização e fortalecer o combate à violência contra a mulher. Na manhã desta quarta-feira (15), também aconteceu a primeira reunião do Grupo de Trabalho, e contou com a participação da entidade. O projeto em desenvolvimento levará o nome da campanha da Abojeris e envolverá diversos atores desse contexto, incluindo o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Civil e Militar, além de integrantes da rede de apoio às vítimas de violência doméstica contra a mulher.

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