Feminicídios no RS chegam a 60 casos e reforçam urgência do enfrentamento à violência contra a mulher
Imagem: Campanha Por uma Justiça que Chegue a Tempo/ Abojeris
O Rio Grande do Sul chegou a 60 feminicídios registrados em 2026 após dois novos casos ocorridos em menos de 48 horas, em Porto Alegre e Caxias do Sul. Segundo matéria da GZH, a sequência de crimes ocorre no mesmo momento em que o Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS) anuncia uma nova estrutura especializada para qualificar a investigação desses casos.
O Núcleo de Perícias em Feminicídio (NUPEFEM) reúne 15 profissionais de diferentes áreas e deverá dar prioridade aos casos, acompanhando a perícia desde o processamento do local do crime até a elaboração de laudos e exames. A proposta também prevê a adoção de um protocolo específico, com olhar de gênero, para identificar elementos que possam revelar histórico de violência e fatores de risco relacionados à morte.
Além da atuação nos locais dos crimes, o novo núcleo terá entre suas atribuições o mapeamento dos feminicídios no Estado e a criação de um banco de dados técnico-pericial específico. A iniciativa busca reunir informações que contribuam para compreender melhor a dinâmica desses crimes e qualificar a atuação das instituições responsáveis pela investigação e pelo processamento dos casos.
Os números reforçam a necessidade de manter o feminicídio no centro do debate público e de ampliar ações de prevenção, conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. É nesse contexto que a Abojeris mantém em andamento sua campanha contra o feminicídio, chamando atenção para a gravidade do problema e para a importância de reconhecer sinais de violência, fortalecendo uma cultura de proteção, respeito e não tolerância à violência de gênero.
Para a entidade, combater esse tipo de violência exige o envolvimento de toda a sociedade e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres. A campanha da associação segue como instrumento de conscientização e de mobilização para que o feminicídio deixe de ser tratado como uma realidade inevitável e seja efetivamente combatido.




