Presidente do CNJ destaca a necessidade de ética no uso da IA durante o IAJus 2026
Imagem:Luiz Silveira/CNJ
Na última sexta-feira (24), o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu o Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário (IAJus 2026). Ele destacou que a inovação deve ser guiada pela ética e pela responsabilidade institucional, de forma que não substitua o juiz, mas lhe sirva como auxílio. O encontro reuniu representantes do Sistema de Justiça para debater o uso da inteligência artificial na prestação jurisdicional. Segundo Fachin, a tecnologia deve ser compreendida como instrumento de aprimoramento da prestação jurisdicional, sem renunciar à centralidade da pessoa humana.
O presidente do Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário, conselheiro do CNJ Rodrigo Badaró, destacou que a IA passou a ocupar posição estratégica na gestão institucional. Segundo ele, o compartilhamento de soluções e a troca de experiências são essenciais para consolidar um Judiciário mais integrado. Na ocasião, a juíza federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região e ex-conselheira do CNJ, Daniela Madeira, chamou atenção para os custos e desafios do compartilhamento de soluções entre tribunais, mas destacou os ganhos em termos de aprimoramento contínuo das ferramentas. “A inteligência é artificial, mas a responsabilidade é nossa”, afirmou.
Já a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira ressaltou que a inteligência artificial deixou de ser apenas um instrumento de apoio técnico e passou a influenciar diretamente a produção de conteúdo jurídico. Segundo ela, o uso dessas ferramentas é necessário para garantir equilíbrio entre os atores do sistema de justiça. Com informações de CNJ.
Para a Abojeris, o evento promovido pelo Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário (CNIAJ) é fundamental para atualizar o diagnóstico sobre a adoção de IA no Judiciário brasileiro. Além disso, representa uma oportunidade para que a categoria se informe sobre os possíveis impactos do uso da Inteligência Artificial nas atividades profissionais. A associação reconhece os benefícios que a IA pode trazer ao sistema judicial. No entanto, reforça a importância de uma regulamentação clara, pautada pela ética e pela responsabilidade institucional, a fim de garantir que a aplicação dessa ferramenta não comprometa a segurança nem a transparência no Judiciário.




